Você sabe qual o melhor alimento DO MUNDO para o seu filho/a? Leite materno. Isso mesmo. Até os 6 meses de vida, o bebê deve tomar APENAS LEITE. Nada de água, chazinho, suquinho. LEITE MATERNO.
A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno até os 2 anos de vida! E muito embora essa seja uma recomendação importante para a saúde dos pequenos, nossa sociedade muitas vezes condena o aleitamento para crianças maiores de 1 ano. Lembro-me bem de alguns olhares tortos quando ainda amamentava meu bebe com quase 1 ano…
Enfim, vamos enfatizar então os motivos para fazer sim, QUESTÃO de amamentar nossos filhotes com o leite materno:
– Supre as necessidades de proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o bebê necessita para ser saudável.
– Tem anticorpos e glóbulos brancos que os leites artificiais NÃO TEM. O leite materno protege o bebê de algumas doenças e infecções: otites, alergias, vômitos, diarréia, pneumonias, bronquiolites e meningites!
– Por conter ácidos graxos essenciais, melhora o desenvolvimento mental do bebê.
– É de mais facil digestão.

– Promove o estabelecimento de um vinculo afetivo – facilita o desenvolvimento da criança e o seu relacionamento com outras pessoas.
– Melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes.
– A amamentação é mais econômica para a família!!
FÓRMULAS INFANTIS

Quando não se é possível amamentar, existem hoje no mercado muitas opções de formulas infantis que suprem as necessidades do bebê. Infelizmente, há um número crescente e desnecessário de crianças alimentadas com fórmulas infantis. Parece que estamos esquecendo da nossa capacidade primitiva de alimentar a cria. Penso as vezes se estamos involuindo nesta questão, pois ouço tantos relatos de “incapacidade”de amamentar… Uma questão um tanto mais psicológica do que fisiológica! Bom, não vou discorrer sobre o assunto para não criar polêmicas…
Enfim, algumas características sobre AS FORMULAS INFANTIS:
– Gordura: mistura de óleos vegetais. – Carboidratos: as fórmulas contêm lactose exclusiva ou associação de lactose com polímeros de glicose (maltodextrina). – Proteínas: contêm caseína e proteínas do soro do leite de vaca. A presença da caseína e proteínas do leite de vaca pode favorecer a alergia em algumas crianças. Por isso, algumas fórmulas possuem redução protéica e melhor perfil de aminoácidos (menos alergênicos). – Minerais: são adicionados, tentando-se aproximar os seus teores dos do leite materno. A relação cálcio-fósforo é adequada.
– Vitaminas e microminerais: atendem às necessidades da criança sadia.
– Nucleotídeos: papel fundamental na estrutura do DNA e RNA e também são essenciais para o metabolismo celular; – Prebióticos: são adicionados. Os prebióticos estimulam o crescimento e/ou atividade de um grupo de bactérias no cólon que traz benefícios à saúde do indivíduo. Os principais são frutooligossacarídeos (FOS) e galactooligossacarídeos (GOS); – Probióticos: são adicionados à fórmula. São microorganismos vivos que alteram a composição da microbiota produzindo efeitos benéficos à saúde quando consumidos em quantidades adequadas; – Acidos graxos essenciais adicionados: DHA e ARA que participam de forma importante na estrutura da membrana celular da retina e da mielinizaçãodo sistema nervoso.

LEITE DE VACA O leite de vaca (in natura, integral, em pó ou fluido) não é considerado alimento apropriado para crianças menores de 1 ano. Por quê não é adequado? • Gorduras: contém baixos teores de ácidos graxos essenciais, como o ácido linoleico (dez vezes inferior às fórmulas), sendo necessário o acréscimo de óleo vegetal para atendimento das necessidades do recém-nascido. • Carboidratos: sua quantidade é insuficiente quando o leite é diluído a 2/3, sendo necessário o acréscimo de outros açúcares frequentemente mais danosos à saúde, como a sacarose, com elevado poder cariogênico. • Proteínas: fornece altas taxas, com consequente elevação da carga renal de soluto e risco de desenvolvimento de obesidade no futuro. Apresenta relação caseína-proteínas do soro inadequada, comprometendo a digestibilidade. • Minerais e eletrólitos: fornece altas taxas de sódio, contribuindo para a elevação da carga renal de soluto, deletéria principalmente para os recém-nascidos de baixo peso. • Vitaminas: baixos níveis de vitaminas D, E e C. • Oligoelementos: são fornecidas quantidades insuficientes, com baixa biodisponibilidade de todos os oligoelementos, salientando-se o ferro e o zinco.
Abaixo copiei um quadro do Manual de Orientação – Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria, 2012, que resume as diferenças de cada leite.
** ** LEITE HUMANO LEITE DE VACA INTEGRAL FÓRMULAS INFANTIS
PROTEÍNA Quantidade adequada, fácil de digerir Quantidade aumentada, difícil de digerir devido a relação caseína/proteínas do soro Melhor relação de proteínas do soro/caseína. Algumas formulas possuem redução protéica e melhor perfil de aminoácidos
LIPÍDIOS Suficiente em ácidos graxos essenciais, lipase para digestão Deficiente em ácidos graxos essenciais, não apresenta lipase Adicionado ácidos graxos essenciais (DHA e ARA), diminuição da gordura saturada e acréscimo de óleos vegetais
MINERAIS Quantidade correta Excesso de cálcio e fósforo, sódio, cloro e potássio. Modificação nos teores dos minerais. Relação cálcio/fósforo adequada, favorecendo a mineralização óssea.
FERRO E ZINCO Pouca quantidade, bem absorvido Pouca quantidade, mal absorvido Adicionado
VITAMINAS Quantidade suficiente Deficiente D, E e C Vitaminas adicionadas
PREBIÓTICOS Quantidade suficiente Deficiente Adicionado (FOS, GOS)
PROBIÓTICOS Quantidade suficiente Deficiente Adicionado
ÁGUA Suficiente Necessário extra Pode ser necessária
Amamentar é um processo muitas vezes dolorido no começo e a insegurança materna podem ser fatores do desmame precoce. Mas antes de tomar a decisão de oferecer a fórmula infantil, procure os bancos de leite para sanar as dúvidas referentes à amamentação. Está provado que o psicológico da mãe interfere na produção do leite!! Nosso corpo é programado geneticamente para alimentar os filhos…
Felizmente consegui amamentar meus dois filhos até 1 ano. Os benefícios para eles e para mim (consegui emagrecer 25kg depois do primeiro filho) são indiscutíveis!!!
Se ainda estiver com dúvidas, procure um nutricionista! Mudança de hábitos alimentares da mãe também favorecem a produção de leite!!
Autora: nutricionista Karen Dykstra Carmona
Referencia:
Manual de Orientação – Departamento de nutrologia. Disponível em: http://www.sbp.com.br/pdfs/14617a-PDManualNutrologia-Alimentacao.pdf . Acesso em: 27 de fevereiro de 2015
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